sábado, 7 de agosto de 2010

Brasileiros medem a rotação da luz

A luz pode ter um "momento angular orbital", uma espécie de rotação, mas que se parece mais com um planeta orbitando ao redor do Sol do que girando sobre seu próprio eixo.
Medir essa propriedade é complicado, mas no exemplar de 30 de Julho da revista científica Physical Review Letters, pesquisadores brasileiros mostram que dirigir um feixe luminoso através de um buraco triangular cria uma matriz triangular de pontos que indica diretamente a dinâmica orbital angular desse feixe.
A técnica, simples e elegante, é uma ferramenta importante para explorar uma propriedade incomum da luz, que poderá no futuro ser usada para codificar informações quânticas.
Momento angular da luz

Quando um feixe de luz possui momento angular, esse momento angular pode ter dois elementos. O momentum angular "spin" corresponde à polarização circular da luz para a direita ou para esquerda, o que significa que a direção do campo elétrico gira no sentido horário ou anti-horário conforme a luz se move para a frente.
momento angular orbital (OAM:Orbital Angular Momentum) - largamente aceito pela comunidade científica apenas nos últimos 20 anos - ocorre quando a direção do campo elétrico varia no interior do feixe.
Por exemplo, imagine medir a direção do campo elétrico em cada ponto ao redor de um feixe de luz de grande diâmetro. Ele pode apontar para cima, para a à direita (às três horas), para baixo, ou para a esquerda (às nove horas).
Este feixe pode ter uma unidade de OAM - uma "carga topológica" de um.
O campo de um feixe de carga dois poderia dar duas rotações completas conforme você se move ao redor de seu contorno.
Medição do momento angular orbital
A equipe calculou e observou que, uma vez que o feixe está centrado no furo, ele gera um padrão incomum: uma rede triangular de pontos. O brilho de cada ponto individual depende das contribuições combinadas da luz a partir de diferentes locais no buraco triangular.
Os cálculos preveem que os pontos mais brilhantes formam um triângulo cujo tamanho (o número de pontos em cada um dos seus lados) é uma unidade maior do que a magnitude da carga topológica.
Além disso, o padrão luminoso triangular é girado em 60 graus em qualquer direção em relação à abertura, com a direção dependendo do sinal da carga (o sentido de rotação da luz). Assim, a abertura triangular representa uma maneira fácil de medir a magnitude e o sinal do momento angular orbital.
Miles Padgett, da Universidade de Glasgow, na Escócia, comentando o artigo dos brasileiros, afirmou que "Foi uma surpresa, pelo menos para mim, que haja uma relação tão simples e bonita" entre o número de pontos difratados, a orientação do padrão e a magnitude e o sinal da carga topológica.




Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br
É permitida a cópia desde que citada a fonte.
Editado por Ezequias.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Magnetosfera e Auroras

Terremoto Espacial, a mais nova descoberta científica

   Utilizando dados de uma frota de cinco satélites científicos, pesquisadores da Nasa descobriram uma nova manifestação de clima espacial. O fenômeno é produzido pelo vento solar ao atingir a magnetosfera da Terra e por sua semelhança ao que ocorre no solo, foi batizado de "terremoto espacial".
Esquema de ventos solares e magnetosfera terrestre - Fonte: apolo11.com


   De modo bem simplificado, um terremoto espacial (ou spacequake) é um forte tremor no campo magnético da Terra e que apesar de ser observado com mais intensidade na órbita do planeta, não é exclusivo do espaço e seus efeitos podem se propagar por todo o caminho até a superfície.

"As reverberações magnéticas podem ser detectadas em todo o globo, da mesma forma que os sismômetros detectam um grande terremoto", disse Vassilis Angelopoulos, principal investigador dos dados dos satélites THEMIS e ligado à Universidade da Califórnia, em Los Angeles.
No entender de Evgeny Panov, do Instituto de Pesquisas da Áustria, "essa analogia é excelente, pois a energia total contida em um spacequake pode até superar a energia contida em um terremoto de magnitude 5 ou 6". Os resultados do trabalho de Panov já haviam sido reportados em abril de 2010 na edição do periódico científico Geophysical Research Letters.



Fonte: www.apolo11.com
É permitida a cópia desde que citada a fonte.
Editado por Ezequias.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Brasil é Vanguarda em Técnicas de Reciclagem

Buscando uma forma de minimizar os efeitos ambientais negativos do excesso de plástico descartado, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) desenvolveram uma nova técnica de reciclagem desse material.
Testes realizados no Laboratório de Modelagem, Simulação e Controle de Processos da instituição mostraram que é possível criar resinas plásticas produzidas a partir do reaproveitamento de até 40% de material plástico já utilizado.
Polimerização em suspensão
O método escolhido pela equipe foi a reciclagem com produção in situ, que possibilita incorporar materiais plásticos usados a plásticos virgens no próprio ambiente da reação química.
Por meio da polimerização em suspensão, foram realizadas misturas moleculares de poliestireno reciclado e de poliestireno virgem, usando copos descartáveis.
"A técnica é simples. Basicamente dissolvemos o plástico usado numa solução com reagentes e depois adicionamos o material direto no reator para fazer mais plástico", diz o professor José Carlos Pinto, responsável pelo projeto.
Ao contrário de outras técnicas de reciclagem, como a mecânica, esse método mantém a qualidade do produto final, pois a adição de plásticos reciclados não interfere no andamento da reação química de polimerização.
A reciclagem do plástico também pode resultar em consideráveis impactos econômicos e sociais. "A reciclagem pode estimular a valorização econômica dos resíduos plásticos. Eles têm baixo valor agregado, apesar de serem derivados do petróleo, e por isso são facilmente descartados pela população", avalia. "Ela também pode gerar empregos por incentivar a coleta seletiva de plástico por cooperativas de catadores de lixo".
Plásticos
Plásticos são materiais formados pela união de grandes cadeias moleculares chamadas polímeros, que por sua vez são formadas por moléculas menores, chamadas monômeros.
Estima-se que no Brasil pelo menos 2,2 milhões de toneladas de plástico pós-consumo (descartados após o uso) se acumulam anualmente, segundo dados da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos - entidade que representa institucionalmente a cadeia produtiva do setor para divulgar a importância dos plásticos na vida moderna e promover sua utilização ambientalmente correta.

Fonte: Site Inovção Tecnológica
É permitida a cópia desde que mencionada a fonte
Editado por Ezequias Roquim

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Descoberta a estrela de maior massa do Universo





Combinando medições feitas por instrumentos do Very Large Telescope do ESO (Observatório Europeu do Sul), astrônomos descobriram as estrelas de maior massa conhecidas até hoje, inclusive aquela que agora merece o título de "maior estrela do Universo" quando o critério é a massa, e não o diâmetro.
Chamada pelos cientistas, na falta de hiperlativos, de "estrela hipergigante", ela tem mais de 300 vezes a massa do Sol - isto é duas vezes mais do que os astrônomos acreditavam até hoje ser o tamanho máximo de uma estrela, que se calculava ser de 150 massas solares.
A existência dessas estrelas monstruosas - milhões de vezes mais luminosas do que o Sol, e que perdem massa através de poderosos ventos estelares - reabre a questão, mas também poderá ajudar a responder a pergunta "Qual é o tamanho máximo que uma estrela pode ter?" Por enquanto, elas podem ser tão grandes quanto a mais pesada que pudemos encontrar.
A R136a1 não é apenas a estrela de maior massa já encontrada, mas é também a que apresenta a maior luminosidade, sendo cerca de 10 milhões de vezes mais brilhante do que o Sol.
"Devido à raridade de tais objetos, penso que será bastante improvável que este novo recorde seja batido rapidamente," diz Paul Crowther, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, que chefiou a equipe que fez a descoberta.
Maior estrela do Universo
Comparações com modelos estelares levaram à conclusão de que várias destas estrelas nasceram com massas superiores a 150 massas solares.
A estrela R136a1, encontrada no enxame R136, é a estrela de maior massa conhecida até agora, com uma massa atual de cerca de 265 massas solares e com uma massa de 320 vezes a massa do Sol na época do seu nascimento.
No NGC 3603, os astrônomos puderam também medir diretamente a massa de duas estrelas que pertencem a um sistema de estrela dupla, de modo a validar os modelos utilizados. As estrelas A1, B e C neste enxame têm massas estimadas, no momento do seu nascimento, acima ou próximas de 150 massas solares.
A estrela A1 do NGC 3603 é uma estrela dupla, com um período orbital de 3,77 dias. As duas estrelas do sistema têm, respectivamente, 120 e 92 vezes a massa do Sol, o que significa que se formaram com as massas respectivas de 148 e 106 massas.



Fonte: Site inovação tecnológica: http://www.inovacaotecnologica.com.br
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Editado por Ezequias Roquim

sábado, 22 de maio de 2010

Atlantis: blecaute interrompe caminhada espacial.

A primeira caminhada espacial da missão STS-132 do ônibus espacial Atlantis aconteceu nesta segunda-feira (17) com um imprevisto. Um blecaute parcial na Estação Espacial Internacional desativou por meia hora o braço robótico que acompanhava os astronautas Garrett Reisman e Steve Bowen nos trabalhos externos à plataforma orbital.

O computador principal de comando travou e mesmo utilizando o computador reserva, parte do equipamento ficou temporariamente sem força. A agência espacial americana ressaltou que os astronautas fora da ISS não correram perigo em nenhum momento da operação.
Após o restabelecimento da energia, a primeira caminhada terminou com duração de sete horas e 25 minutos.
Durante a atividade extraveicular, a dupla de astronautas teve a tarefa de instalar uma segunda antena para a comunicação entre a Estação Espacial e o centro de controle da missão, além de repor componentes no braço robótico da Estação Espacial, Dextre . Para a próxima quarta-feira está programada a segunda caminhada espacial, onde os astronautas vão conectar o módulo-laboratório russo MRM-1 ao corpo principal da ISS.
Entre outras tarefas programadas a tripulação deverá transferir seis novaas baterias para para os painéis solares da ISS. A terceira caminhada deve ocorrer na sexta-feira.

O ônibus espacial Atlantis partiu com sucesso do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, na última sexta-feira (14) para sua última missão. O acoplamento ao complexto espacial aconteceu no domingo, 16 de maio.
Após a atual missão STS-132 da Atlantis, restarão apenas mais dois lançamentos da Nasa antes da aposentadoria definitiva de sua frota atual de ônibus espaciais. A nave Discovery fará o último voo em setembro e a Endeavour em novembro. Depois disso, os Estados Unidos dependerão dos russos para levar seus astronautas à ISS, até que a nova nave norte-americana Orion fique pronta.



Direitos Reservados


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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/iss.php?posic=dat_20100518-091331.inc

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Fotógrafo flagra passagem do Atlantis em frente ao Sol antes do ônibus se acoplar à estação espacial

Ele viajou da França à Espanha para registrar movimento que dura apenas 0,54 segundo




Um prisma especial foi usado na lente do telescópio para que os raios do Sol não atrapalhassem a imagem (Foto: Thierry Legault)

O fotógrafo astronômico francês Thierry Legault conseguiu captar a imagem de um momento único, que poderia passar despercebido pelas lentes de seu telescópio num piscar de olhos. A foto mostra a passagem do ônibus espacial Atlantis, da Nasa (agência espacial americana), em frente ao Sol 50 minutos antes de se acoplar à Estação Espacial Internacional, no último domingo (16).

Ele viajou da França à Espanha, onde ele posicionou seu telescópio com câmera fotográfica, para tentar registrar um evento visível por apenas 0,54 segundo devido à altíssima velocidade do Atlantis em sua passagem pelo Sol.
Legault resolveu arriscar a viagem porque o restante da Europa tinha previsão de mau tempo naquele dia.
A foto foi tirada durante o dia e foi usado um prisma especial na lente para que não aparecessem os raios do Sol na imagem.



Direitos Reservados : http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/fotografo-flagra-passagem-do-atlantis-em-frente-ao-sol-antes-do-onibus-se-acoplar-a-estacao-espacial-20100521.html


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domingo, 9 de maio de 2010

Aparelho brasileiro para cegos "fala" cores de objetos e o valor de notas de dinheiro

Os deficientes visuais brasileiros poderão ganhar, em breve, um aliado no dia a dia: uma caixinha que fala a cor de um objeto e diz o valor de uma nota de dinheiro. 
Batizado de Auire, o aparelho foi desenvolvido pelos estudantes de mestrado de engenharia da computação da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), Nathalia Patrício e Fernando Gil, e é finalista de uma competição internacional realizada pelo Instituto Unreasonable, que premia projetos sociais de grande impacto mundial.

Do tamanho de duas caixinhas de fósforo enfileiradas, o Auire, que significa "oi" na língua dos índios javaés, é um identificador que emite o nome de 40 tonalidades de cores de objetos e de notas em circulação no Brasil. A grande vantagem do aparelho é o seu preço: ele deverá custar entre R$ 100 e R$ 200, um valor bem mais baixo do que o do modelo importado, que custa R$ 1.200.

O segredo do preço baixo do aparelho foi ele ter sido desenvolvido com a ajuda de software e hardware livres. O Auire possui um circuito eletrônico e dois LEDs (diodos emissores de luz, na sigla e inglês) que emitem luz branca, cada um para uma das três cores básicas (vermelho, verde e azul).

A luz é dirigida ao objeto ou à nota e usa sensores para captar a reflexão, isto é, a mudança da direção de propagação das ondas de cada cor.  Um software embutido no aparelho calcula a proporção de cada cor primária, identifica-a em uma lista de 40 e fala aquela que mais se aproxima da do objeto ou da nota.

Cada um dos dois botões do Auire serve para uma tarefa diferente: o verde dá o nome de cada nota e o amarelo, a cor do objeto. 
Divulgação

Protótipo ainda confunde nota de R$ 2 com a de R$ 100 
A estudante de mestrado Nathalia conta que o Auire precisa ser aperfeiçoado "porque ainda confunde as notas de R$ 2 e de R$ 100, que possuem cores muito próximas", um problema que será resolvido no software. Apesar disso, ela diz que os deficientes visuais que testaram o aparelho encararam a confusão com bom humor.

- Eles brincaram dizendo que 'se o Auire falar que é R$ 100 a gente sabe que não é porque nunca tem uma nota dessas'.

Fernando Gil conta que o Auire - cujo software foi desenvolvido na linguagem C, com a ajuda do kit de hardware livre Arduino (placa e software), que facilita o desenvolvimento de um protótipo-, foi aprovado pelos deficientes visuais da Fundação Dorina Nowill para Cegos. O engenheiro explica que os deficientes encontraram outros usos para o aparelho.
- Ele pode ajudar na combinação de roupas, a localizar objetos pela cor e até para saber se a luz de um ambiente está acesa ou apagada quando recebem visitas.

Quem testou o protótipo do aparelho aprovou. O revisor de Braille da Fundação Dorina Nowill, Edson do Rosário, foi um deles. Apesar de achar que o Auire ainda precise de ajustes, o grande trunfo do aparelho é permitir uma maior privacidade ao deficiente visual, sem contar nas diversas dificuldades diárias que só um deficiente visual enfrenta.

- Ele faz com que a gente não tenha que perguntar o valor de uma nota para qualquer pessoa. Para um casal de cegos ou mesmo para quem mora sozinho, vai ajudar na organização de roupas. Minha mulher enxerga um pouco, mas ela viajou e levei três dias para descobrir que as luzes da sanca estavam acesas. Só consegui perceber por causa do calor das lâmpadas. A conta ficou bem cara.

Direitos Reservadoshttp://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/aparelho-brasileiro-para-cegos-fala-cores-de-objetos-e-o-valor-de-notas-de-dinheiro-20100511.html

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Japão enviará nave movida à energia solar para Vênus

O uso da energia solar para mover aviões, barcos, carros, vem sendo cada vez mais testada por especialistas e aventureiros. Não há dúvida de que esse tipo de energia limpa pode substituir os combustíveis que estamos acostumados.

Nave solar Ikarus
O Japão saiu na frente ao preparar o lançamento de uma nave não tripulada movida à energia do Sol, que irá partir rumo ao planeta Vênus.
Quando a nave estiver no espaço, logo após o seu lançamento, a cabine em formato de cilindro irá se separar do foguete e girar até 20 vezes por minuto. Esse movimento irá expandir e abrir suas velas ou braços, extremamente finos. A nave funcionará então, como um grande veleiro deslizando no espaço. Ela será empurrada pelas partículas solares, além de ter células que aproveitarão a energia solar.
O projeto da Agência Espacial Japonesa (Jaxa) é para uma missão de seis meses até Vênus e posteriormente, Júpiter será o outro destino.
A nave foi batizada de Ikarus (Interplanetary Kite-craft Accelerated by Radiation of the Sun) fazendo referência ao personagem da mitologia grega, Ícaro. Ele morreu ao tentar escapar da Ilha de Creta quando voou próximo demais do Sol usando asas de pena e cera construídas por seu pai, Dédalo.
O lançamento de Ikarus está previsto para o dia 18 de maio a partir do Centro Espacial Tanegashimano, na ilha de mesmo nome, no Japão. Todo o projeto custará cerca de US$50 milhões.

Terra
A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que a tecnologia solar deva gerar 3 mil gigawatts de energia até 2050. Ela irá responder por 11% de toda a eletricidade do mundo. As projeções superam dados anteriores da IEA, que falavam em 1.600 gigawatts de eletricidade por ano no mesmo período.

Direitos Reservados
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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100505-073106.inc

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domingo, 25 de abril de 2010

Quem acompanha os boletins de atividade solar divulgados aqui no Apolo11 reparou que há alguns dias as imagens mostraram uma forte ejeção de massa coronal que atingiu a Terra, provocando fortes tempestades geomagnéticas. Ontem a Nasa divulgou novas imagens do dia do fenômeno que mostram mais de perto a beleza e o gigantismo desse evento.


Explosão Solar

As cenas foram captadas no dia 30 de março de 2010 pelo novo observatório espacial SDO (Solar Dynamics Observatory, ou Observatório de Dinâmica Solar) e segundo a agência americana as imagens têm a mesma qualidade das películas IMAX e permitirão aos cientistas melhorar bastante a previsão das tempestades solares.
A imagem divulgada foi registrada no comprimento de onda do ultravioleta e mostra uma massiva pluma de plasma extremamente denso, que explodiu na superfície do Sol, produzindo uma espécie de elo que segue as linhas do campo magnético da estrela.

Quando essas esteiras de plasma (gás aquecido a altíssimas temperaturas) se destacam contra o fundo escuro do espaço, se tornam vívidas e brilhantes e recebem o nome de proeminências. Quando comparadas ao tamanho e massa do Sol, a proeminência parece pequena e irrelevante, mas essa impressão é apenas relativa. Entre a superfície do Sol e o topo do elo cabem aproximadamente dez planetas Terra.
A sequência de animação mostra que instantes após a formação da proeminência o elo se rompe, lançando ao espaço o gás de seu interior. Dependendo da localidade do Sol onde ocorre a explosão, as partículas sopradas podem se dirigir à Terra. A maior parte delas é desviada pelo campo magnético do planeta enquanto uma fração bem pequena alcança a alta atmosfera. Quando isso acontece ocorrem as chamadas tempestades geomagnéticas, que podem ser vistas nas latitudes mais elevadas na forma de auroras boreais.



Direitos Reservados
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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100422-090532.inc


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domingo, 18 de abril de 2010

Meteoro risca o céu e explode no meio-oeste americano

Uma grande bola de fogo vinda do espaço cruzou o céu de pelo menos cinco estados americanos e em seguida explodiu na alta atmosfera produzindo um forte clarão. O evento ocorreu na noite de quinta-feira e foi testemunhado por milhares de pessoas, além de ter sido detectado por diversos radares meteorológicos dos EUA.
Como não havia qualquer informação sobre reentrada de satélites ou lixo espacial, é possível que o bólido seja proveniente do espaço e tenha penetrado a atmosfera terrestre a mais de 40 mil quilômetros por hora. Considerando-se eventos anteriores, o clarão parece ter sido provocado por um objeto de grandes proporções, de aproximadamente 1 metro de comprimento com 1 tonelada de peso.
Não se sabe exatamente a origem do meteoroide, mas existe a possibilidade do bólido ser um fragmento da chuva de meteoros Gamma Virgem, que vai de 14 a 21 de abril, com pico entre quarta-feira e quinta-feira passadas, mas essa é apenas uma das hipóteses levantadas.
Além das testemunhas oculares, o bólido também foi registrado pelo radar Doppler do NWS, o Serviço Meteorológico dos EUA, que detectou a trilha de fumaça deixada pela fulgurante passagem na atmosfera. Observadores em Minnessota reportaram que o evento foi acompanhado por um estrondo similar ao produzido por aviões quando quebram a barreira do som e fez balançar casas, janelas e vários outros objetos.
Uma grande bola de fogo vinda do espaço cruzou o céu de pelo menos cinco estados americanos e em seguida explodiu na alta atmosfera produzindo um forte clarão. O evento ocorreu na noite de quinta-feira e foi testemunhado por milhares de pessoas, além de ter sido detectado por diversos radares meteorológicos dos EUA.






Como não havia qualquer informação sobre reentrada de satélites ou lixo espacial, é possível que o bólido seja proveniente do espaço e tenha penetrado a atmosfera terrestre a mais de 40 mil quilômetros por hora. Considerando-se eventos anteriores, o clarão parece ter sido provocado por um objeto de grandes proporções, de aproximadamente 1 metro de comprimento com 1 tonelada de peso.
 Não se sabe exatamente a origem do meteoroide, mas existe a possibilidade do bólido ser um fragmento da chuva de meteoros Gamma Virgem, que vai de 14 a 21 de abril, com pico entre quarta-feira e quinta-feira passadas, mas essa é apenas uma das hipóteses levantadas.
Além das testemunhas oculares, o bólido também foi registrado pelo radar Doppler do NWS, o Serviço Meteorológico dos EUA, que detectou a trilha de fumaça deixada pela fulgurante passagem na atmosfera. Observadores em Minnessota reportaram que o evento foi acompanhado por um estrondo similar ao produzido por aviões quando quebram a barreira do som e fez balançar casas, janelas e vários outros objetos.
A bola de fogo permaneceu visível por aproximadamente 15 minutos e foi vista no céu de Minnesota, Wisconsin, Iowa, Illinois e Missouri.

Meteoroides
Os meteoróides derivam de corpos celestes como cometas ou asteróides e podem ter origem em ejeções de cometas que se encontram em aproximação ao sol, na colisão entre dois asteróides ou até mesmo ser um fragmento do que sobrou da criação do Sistema Solar.
Ao penetrar em alta velocidade na alta atmosfera terrestre, o material incandesce com o atrito, fragmenta e desintegra, tornando-se um meteoro. Se pedaços grandes desse objeto conseguem resistir ao calor e chegar até a superfície, recebe o nome de meteorito.

 Estatísticas
Diariamente, a Terra é constantemente bombardeada por pequenos asteroides e outros detritos espaciais, criando uma espécie de garoa de meteoros, alguns deles muito brilhantes.
De acordo com o cientista Bill Cooke, ligado à Nasa e um dos maiores especialistas no assunto, aproximadamente 150 mil objetos atingem a Terra todos os anos. Normalmente os fragmentos não ultrapassam 10 gramas e chegam à superfície numa média de 1 fragmento para cada 2.590 km².
Segundo Cooke, bolas de fogo tão brilhantes quanto o planeta Vênus ocorrem mais de 100 vezes ao dia. Outras, mais brilhantes ainda e comparadas ao brilho da Lua crescente cruzam o céu pelo menos uma vez a cada dez dias. De acordo com o especialista, existem bolas de fogo extremamente grandes e brilhantes, com magnitude visual que pode chegar a -13 e que acontecem a cada cinco meses. Apenas para lembrar, magnitude negativa de -13 equivale ao brilho da Lua Cheia!



 

Meteoros de grande porte, como o que atingiu o Canadá em novembro de 2008 são raros e a cada ano menos de cinco são registrados.
 Apesar de comuns, nem sempre essas enormes bolas de fogo são vistas. A maioria delas, cerca de 70%, cruza o céu sobre áreas inabitadas ou sobre os oceanos. A metade ocorre durante o dia, praticamente imperceptíveis devido à presença do Sol. Outra grande parte também não é vista simplesmente porque ninguém está olhando o céu naquele momento







Fonte: http://www.apolo11.com/cometa_73p.php?posic=dat_20100416-062016.inc


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domingo, 11 de abril de 2010

Europa lança satélite que vai monitorar o clima

Equipamento fornecerá informações mais precisas sobre polos terrestres

O satélite europeu CryoSat, construído para estudar mudanças no clima, foi lançado nesta quinta-feira (8) a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão, às 10h57 (no horário de Brasília) com a ajuda de um foguete russo Dnieper, informou a Agência Espacial Europeia (ESA) em Moscou.

Inicialmente, o lançamento estava previsto para 25 de fevereiro, mas foi adiado devido a preocupações de que a segunda fase de reserva de combustível do motor era insuficiente.
Uma das missões é analisar com detalhes as camadas de gelo da Terra com o objetivo de proporcionar dados úteis para evitar o derretimento dos polos.
A ESA diz que a camada de gelo que cobre o oceano Ártico chegou a índices mínimos históricos nos últimos verões e, embora a observação da cobertura de gelo do espaço não seja novidade, é necessário determinar a variação da espessura do gelo para entender melhor a mudança climática.
O CryoSat - nome inspirado na palavra grega 'kryos' (frio ou gelo) - fornecerá informações, por exemplo, sobre a corrente do Golfo, que provoca um aumento de seis ou sete graus na temperatura na Europa Ocidental "acima do que corresponderia pela latitude", de acordo com Miguel Canela, chefe de manutenção dos satélites do programa Canela, e que provocaria alterações climáticas caso afetada.
Além disso, o satélite oferecerá dados com precisão de 1 cm sobre as variações da espessura do gelo, que pode alcançar 5 km na Antártida, e ampliará os conhecimentos sobre a salinidade dos oceanos.
Em três meses os cientistas poderão conhecer mais sobre o efeito das placas polares como 'espelho' das radiações solares e defesa natural contra o aquecimento global.
A superfície clara do gelo permite que parte das radiações solares rebata e retorne à atmosfera, enquanto as zonas terrestres as absorvem. O derretimento dos polos, prossegue, dá origem a um círculo vicioso: quanto mais gelo derrete, mais radiações a Terra absorve, mais severa é a mudança climática e mais rapidamente as calotas polares diminuem.

O CryoSat-2 é uma réplica de um satélite que se perdeu na segunda fase do lançamento em outubro de 2005. Seu peso é de 700 kg. Ele usa um radar de micro-ondas para medir alterações nas camadas de gelo flutuantes e é o terceiro satélite “explorador do planeta” da ESA.
Os outros são o Goce, lançado em março de 2009 para monitorar a circulação oceânica, e o Smos, em novembro de 2009, para analisar a umidade do solo e a salinidade do oceano.



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Fonte:http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/europa-lanca-satelite-que-vai-monitorar-o-clima-20100408.html
by:Wander Machado
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Telescópio espacial tira foto de galáxia toda torta

M66 sofre com a ação gravitacional de "colegas" que ficam perto


O Telescópio Espacial Hubble fez a imagem de uma galáxia que tem uma estrutura bastante esquisita, toda torta: ela tem "braços" assimétricos e o seu centro é deslocado. Essa anatomia, que é bastante incomum, é causada pela força gravitacional de outras duas galáxias que ficam nas redondezas: juntas, as três formam o chamado Trio do Leão.

A "galáxia torta", chamada M66, fica a 35 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Leão. Ela é maior do que as outras integrantes do trio, a M65 e a NGC 3628, com 100 mil anos-luz de diâmetro. Essa galáxia esquisita tem braços em formato de espiral que ao mesmo tempo são assimétricos, o que é praticamente exclusivo. Na maioria das vezes, densas nuvens de gás, poeira e estrelas recém-nascidas rodopiam em volta do centro da galáxia de um modo simétrico. Não é o caso da M66.

Astrônomos dizem que isso acontece porque essa galáxia foi distorcida pela força gravitacional das outras duas. Se toda essa esquisitice não bastasse, a M66 ainda tem um outro recorde na área de supernovas (explosão de estrelas). Essa galáxia já obteve três explosões do tipo desde 1989 – a última em 2009. Supernovas são explosões de estrelas que podem resultar em um brilho tão forte que pode ser maior que o de toda a galáxia durante alguns momentos. (Foto: Divulgação)

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Fonte: http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/telescopio-espacial-tira-foto-de-galaxia-toda-torta-20100408.html

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terça-feira, 30 de março de 2010

Uma Bateria feita de batatas

Objetivo
Estudar o funcionamento das células voltáicas e associações em série. Uma batata cortada pela metade, duas plaquinhas de cobre e duas plaquinhas de zinco, permitem a confecção de uma batateria capaz de acionar um relógio digital por, pelo menos, dois meses. Com certos 'cuidados', os quais comentaremos, esse tempo de uso pode ser estendido para cerca de quatro meses.

Apresentação
Os modernos relógios digitais a cristal de quartzo requerem uma baixíssima intensidade de corrente elétrica para seu funcionamento. Se você tiver um bom microamperômetro poderá constatar que ela será algo como 1,5 x 10-6 A sob tensão elétrica (d.d.p.) de 1,35 V. É devido a isso que tais relógios podem funcionar com as minúsculas baterias 'botões' que geram uma f.e.m. entre 1,2 a 1,4 volts, notadamente as baterias com células de mercúrio.
Os experimentos a seguir aproveitam-se dessa propriedade inerente aos circuitos eletrônicos --- funcionarem com baixíssimas intensidades de corrente elétrica.

O que faremos, essencialmente, será construir 'baterias' a partir de duas 'células voltáicas' que produzirão, cada uma, 0,6 a 0,7 V. Dois eletrodos distintos (plaquinhas de cobre e zinco) serão introduzidos em meias-batata (ou quiabo, ou limão, ou abacaxi, etc.) e associados em série de modo a constituírem uma bateria [associação de duas pilhas primárias (células voltaicas)].

Fazendo uma pilha primária
Corte uma batata pela metade. Corte duas chapinhas, uma de cobre outra de zinco, com cerca de (2 x 4) cm. Qualquer espessura das chapinhas entre 1 e 2 mm servirá; essas chapinhas serão os eletrodos da pilha primária.
Solde em cada uma dessas plaquinhas um fio de cobre flexível (cabinho 22) com cerca de 20 cm de comprimento (descasque as extremidades e estanhe-as --- passe solda!). Espete as plaquinhas na meia-batata (bem perpendicular à superfície cortada) deixando para fora apenas cerca de 1 cm e separada por cerca de 0,8 cm. Não deixe as plaquinhas se encontrarem dentro da meia-batata! Veja a ilustração:


Fazendo a 'batateria'
Essa pilha de meia-batata apresentará força eletromotriz (f.e.m.) de cerca de 0,7 V, o que pode ser constatado mediante um bom voltômetro (resistência interna grande) conectado aos dois fios indicados acima. Como iremos necessitar de cerca de 1,4 V para acionar o relógio digital deveremos construir uma bateria a partir de duas dessas pilhas primárias e associando-as 'em série', como se ilustra:



Preparando o relógio
Qualquer relógio digital que utilize uma bateria botão poderá ser usado. O que utilizei é um "CITIZEN - CRYSTON LC". A primeira coisa a fazer é remover a tampinha em forma de disco do alojamento da bateria botão. Retire a bateria 'pifada'. Olhe bem para essa bateria e repare que o "corpo" dela corresponde ao pólo positivo enquanto que o "botão superior" corresponde ao pólo negativo. Veja dentro do local de alojamento dessa bateria as duas lâminas de contato, uma que encosta no pólo positivo da bateria e outra que encosta no pólo negativo. Solde nessa pequenas lâminas dois pedaços de cabinho 22, um vermelho ligado na 'lâmina positiva' e um preto ligado na 'lâmina negativa'.



O fio que vem da plaquinha de cobre da 'batateria' deve ser ligado ao fio vermelho do relógio e o fio que vem da plaquinha de zinco da 'batateria' deve ser ligado ao fio preto do relógio.
Pronto! O relógio já deve estar funcionando. Eis as ilustrações de minha montagem:


À esquerda a proteção de madeira para a montagem; numa divisão foi feito o orifício para inserir o relógio, na outra foi colocado um pires 'quadrado' para conter as meias-batatas. À direita um destaque da montagem. Abaixo, detalhes da parte posterior da montagem.




Análise do circuito
A tensão elétrica útil (U) entre os terminais de cada pilha primária, pode ser expressa em termos de sua f.e.m. (E), de sua resistência interna (r) e da corrente de intensidade i que por ela circula, assim : U = E - r.i , mostrando, claramente, que a tensão útil depende da intensidade da corrente elétrica solicitada (i).

Em circuito aberto, um bom voltômetro (Rv,int-->¥) conectado aos eletrodos fornece Uaberto= E, pois iaberto = 0. Um bom amperômetro (Ra,int-->0) conectado diretamente entre os eletrodos (curto-circuitando a pilha), fornece Icc = E/r, uma vez que Ucc = 0. Da leitura da f.e.m. E (via voltômetro) e da corrente de curto circuito icc (via amperômetro) obtemos: r = E/icc . Para nossa montagem esse valor resultou ao redor dos 3 000 ohms e E = 0,7 V.

Para as duas pilhas em série, formando nossa batateria teremos Ebat. = 1,4 V e rbat. = 6 000 W.
Sob d.d.p. útil de 1,2 V, teremos i = (Ebat.- U)/r = (1,4 - 1,2)/6000 = 3 x 10-5 A, que são suficientes para o funcionamento do relógio digital.

Como dissemos, como eletrólito podemos usar limão, abacaxi, pepino, uvas, cebolas etc. e, como eletrodos podemos usar os pares cobre/zinco, magnésio/ferro, alumínio/cobre, prego zincado/cobre etc. Para cada par deve-se testar, antes de ligar no relógio, qual a polaridade obtida (sob risco que 'queimar' o cristal de quartzo) para a bateria. Por exemplo, se for usado eletrodos de magnésio e de ferro, o magnésio será o terminal negativo e o ferro o terminal positivo. Calculadoras e jogos eletrônicos também funcionam com tais baterias 'culinárias'. Eis abaixo uma 'tomateria'; uma bateria de tomates!



Mais teoria
As reações nas células voltáicas são:

catodo: Zn <==> Zn2 + 2e
anodo: 2H+ + 2e <==> H2

A F.E.M. da reação vem expressa por: E(Zn,Zn2,2H+,H2) = Eo + (RT/nF).ln([Zn2+]/[H+]2). O eletrodo de cobre opera apenas como coletor de elétrons, podendo ser substituído por platina ou outro metal inerte.

Ao utilizar este artigo, cite a fonte usando este link:
Fonte: Feria de Ciências-http://http://www.feiradeciencias.com.br/sala12/12_21.asp
by:Wander Machado

Lua Cheia influencia desempenho de refletores na superfície lunar

A Lua Cheia sempre foi alvo das mais variadas superstições. Responsável direta pelo surgimento de lobisomens e outros misticismos, a Lua Cheia parece influenciar também nos instrumentos científicos e segundo os pesquisadores é a principal fonte de degradação dos refletores lasers instalados na superfície lunar.

Clique para ampliar
Durante a segunda metade do século 20, cinco refletores foram colocados na face visível da Lua com o objetivo de rebater pulsos de luz laser disparados a partir de observatórios da Terra. Três desses instrumentos foram instalados pelos astronautas das missões Apollo 11, 14 e 15 e outros dois pelas naves automáticas Lunokhod 1 e 2, da antiga União Soviética.

Desde que foram instalados pela primeira vez em 1969 até os dias de hoje, inúmeros experimentos foram realizados pelos astrônomos, especialmente aqueles projetados para medir a distância da Terra até nosso satélite. De cada 100 quatrilhões de fótons emitidos em cada pulso de laser, apenas um retorna à Terra e mesmo assim somente se não houver nuvens ou partículas em seu caminho. Através desses experimentos os cientistas puderam confirmar que a Lua se afasta da Terra cerca de 38 milímetros por ano.

Entretanto, durante décadas de operação a performance dos refletores foi caindo, principalmente nos períodos de Lua Cheia.

Inicialmente, os refletores soviéticos eram até 25% mais fortes que os do Projeto Apollo, mas hoje estão bem mais fracos e o Lunokhod 1 já não reflete totalmente. No entanto, o maior mistério era entender o porquê dos refletores diminuírem a performance em quase 10 vezes durante a Lua Cheia.


Culpado
Antes de atribuir o fenômeno às forças sobrenaturais, duendes ou elfos, um grupo de pesquisadores liderados pelo cientista Tom Murphy, da Universidade da Califórnia começou a estudar o fenômeno e concluiu que o maior responsável pela degradação observada na refletividade dos instrumentos é a areia da superfície da Lua, que aquece ligeiramente durante os períodos da Lua Cheia.


A pista para resolver o enigma surgiu durante observações feitas em um eclipse lunar total, quando a equipe de Murphy constatou que durante os 15 minutos do evento a eficiência dos refletores voltava aos níveis normais, mas caia fortemente após o eclipse.

De acordo com Murphy, a poeira aquecida nos refletores causa efeitos térmicos indesejáveis, que distorcem a geometria dos espelhos. Segundo o estudo, publicado no jornal científico Icarus, uma diferença de apenas quatro graus na temperatura do instrumento é suficiente para reduzir a refletividade por um fator de dez.

Além dos efeitos térmicos, Murphy e seus colaboradores também identificaram danos nos suportes de teflon causados por micrometeoritos, que podem ter depositado partículas de areia na parte traseira dos instrumentos.

Problemas
Os pesquisadores dizem que o efeito da Lua Cheia, como é chamado o fenômeno, é de vital importância para as futuras missões à Lua.

"As evidências da substancial perda no desempenho nos refletores devido à Lua Cheia mostram que é preciso levar em conta esse fator ao se projetar novos instrumentos para uso prolongado. Será necessária atenção especial em uma grande variedade de hardware espacial, principalmente os refletores lasers de última geração, telescópios e dispositivos óticos de comunicação que serão operados na Lua", disse Murphy.



Fotos: No topo, retrorefletor laser instalado por astronautas da missão Apollo 11, em julho de 1969. Acima, veículo robótico soviético Lunokhod 1. A pequena estrutura do lado esquerdo é o retrorefletor. Crédito: Nasa.

Direitos Reservados
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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100329-103331.inc

by:Wander Machado

domingo, 21 de março de 2010

Anita teve um ACE de 2,05



O que é pior? Um ano com 10 ciclones fracos ou um ano com só 5, mas todos intensos? Claro que a segunda hipótese. Quantidade engana, o que fez com que os cientistas elaborassem um índice para ciclones tropicais que se chama ACE (Energia Acumulada de Ciclones), abordado nesta coluna em 22 de março de 2009. A cada tempestade é atribuído um valor de ACE. Quanto mais duradoura e mais intensa, maior será o ACE. Cada 24 horas de um ciclone com vento de 35 nós (64,8 km/h) equivale a um ACE de 0,49. Já 24 horas com vento de 150 nós (277 km/h) correspondem a um ACE de 9. Quem faz o controle mundial do índice é a Universidade Estadual da Flórida. Ontem, após contato da MetSul Meteorologia, a universidade americana incluiu a tempestade da semana passada na orla gaúcha na sua lista e atribuiu um ACE de 2,05 para o nosso ciclone Anita, fazendo do fenômeno que atuou na costa do Estado o 16º ciclone tropical com maior ACE no Hemisfério Sul na temporada 2009/2010. O ciclone Ului (foto do alto do post), que se converteu no primeiro categoria 5 (máximo da escala dos furacões) de 2010 havia acumulado até ontem no Pacífico Sul um ACE de 16,96.
O pior de tudo é que a mídia informativa brasileira,não divulgar informação alguma sobre isto.Em muitos canais de televisão e jornais estes ciclones foram somente uma chuva forte passageira,qual a razão de não divulgar a realidade? De não divulgar os fatos por inteiros??


link: Fonte: http://www.metsul.com/blog/
by:Wander Machado

domingo, 14 de março de 2010

Construa uma luneta- Luneta de Kepler

Apresentação
É fácil construir uma luneta de Kepler. Ela consta simplesmente de duas lentes delgadas (L1 L2), uma de grande distância focal (f1) e outra de pequena distância focal (f2), ajustadas centradamente, de modo que o foco imagem da primeira (F'1) coincida com o foco objeto da segunda (F2). A de grande distância focal é a objetiva e a de pequena distância focal é a ocular. Eis o visual técnico dessa montagem:


Comentário teórico
Quando vamos comprar uma lâmpada incandescente, devemos transmitir algumas informações ao vendedor, tais como, a 'tensão elétrica que será aplicada na lâmpada' (110V, 220V, 12V etc.) e a 'potência elétrica de dissipação da lâmpada' (40W, 60W, 100W etc.). Além disso, poderemos fornecer outros detalhes menos importantes (forma da lâmpada, cor do bulbo, tipo de rosca etc.).
Do mesmo modo deveremos proceder para adquirir uma lente e, para isso, deveremos dar informações tais como: tipo da lente (segundo a curvatura de suas faces), convergente ou divergentepotência (ou vergênciaV) da lente (o inverso de sua distância focal, em metros), emdioptrias (símbolo, di) e, outras informações menores tais como: formato da lente, cor etc.
Falemos um pouco mais dessa 'vergência'. Pela definição, teremos: V = 1/f  , f em metros e V em dioptrias.
Assim, a vergência de uma lente convergente de distância focal  f = 20 cm = 0,2 m é: V = 1/f = 1/(0,2) = 5 di. A vergência de uma lente divergente de 40 cm de distância focal será: V = 1/f = 1/(-0,4) = - 2,5 dioptrias.
Nota: No jargão técnico/popular a unidade 'dioptria' é conhecida(?) por 'grau'. Assim, uma lente de "+ 10 graus", refere-se a uma lente convergente de vergência 10 di, ou seja, de distância focal f = 1/V = 1/10di = 0,1 m = 10 cm. Se você colocar essa lente recebendo os raios do sol, o foco se formará nítido e intenso a 10 cm da lente.
Material
As duas lentes de que nos utilizaremos são do tipo convergentes e suas potências (ou vergências) são 1di para a objetiva e 8 di para a ocular(ou duas de 4 di). Precisaremos, também, de um tubo de papelão de 30 a 50 mm de diâmetro, com um metro de comprimento (serve aqueles usados para transportar plantas e desenhos pelas copiadoras ou aqueles de lojas de armarinho usados para enrolar o tecido).
As lentes normalmente fornecidas pelas Ópticas, são 'redondas', com 60 ou 75 mm de diâmetros. Para reduzir a aberração esférica, estediâmetro será reduzido para 25 mm, quer esmerilhando as lentes, quer fazendo o uso de um diafragma de cartolina. Uma opção mais barata é usar as lentes de acrílico de óculos de leitura importados, vendidos pelos ambulantes a 4 ou 5 reais.
Calculando
Cálculo da distância focal da lente objetiva de '1 grau' (1 di):
fob = 1 / 1 di = 1 metro ou 100 cm.
Cálculo da distância focal da lente ocular de '8 grau' (8 di):
foc = 1 / 8 di = 0,125 m ou 12,5 cm
O comprimento total da luneta será então de:  100cm + 12,5cm = 112,5 cm.

Para calcular o aumento da nossa luneta, basta dividir a distância focal da objetiva pela distância focal da ocular ( A = fob/(-foc), assim:
fob / (- foc) = 100 cm / - 12,5 cm = - 8
A especificação da nossa luneta será (8 x) (25) (f/40) ou   8x  25  f/40.
8x significa que dará oito aumentos. 25 é a abertura, porque a lente tem 25 mm de diâmetro livre, por dentro do tubo e, sua luminosidade será  f/40 : fob / D = 1000 mm / 25 mm = 40
O sinal menos na fórmula do aumento indica que a imagem será invertida.




MontagemFixe a objetiva na frente do tubo usando fita crepe ou cola branca e cartolina. Enrole um pedaço de cartolina de 30 cm de largura, faça um tubo que encaixe dentro do tubo maior e prenda, na extremidade deste, a lente ocular. Use uma rodela de cartolina escura do tamanho da lente com um furo de 10 mm no centro, como um diafragma, para limitar o campo de visão da ocular. Deslizando este tubo dentro do maior você poderá focalizar objetos distantes.

Histórico
Foi uma luneta assim que Johannes Kepler sugeriu em seu trabalho Dioptrice , publicado em 1611, trocando pela primeira vez, a ocular negativa de Galileu por uma positiva, o que inverteu a imagem, mas melhorou substancialmente a qualidade óptica.
Mas se você quer boas imagens e um instrumento mais poderoso, consulte a seção Faça seu telescópio do nosso site, onde poderá encontrar informações detalhadas para este trabalho.

Ao utilizar este artigo, cite a fonte usando este link: Fonte: http://www.feiradeciencias.com.br/sala24/24_A02.asp
by:Wander Machado

sábado, 6 de março de 2010

Descoberta antimatéria que cria nova tabela periódica

Agência Fapesp - 05/03/2010
Um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, conseguiu a primeira evidência 
Descoberta antimatéria que irá criar nova tabela periódica
experimental de que núcleos atômicos compostos
 de antimatéria podem ser produzidos pela colisão de íons de ouro em alta energia.

A capacidade para formar em abundância essas partículas exóticas, segundo os autores, poderá ser fundamental para por a prova aspectos fundamentais da física nuclear, da astrofísica e da cosmologia.
Produção de antimatéria
O experimento, realizado pela Colaboração Star - que reúne 584 cientistas de 54 instituições em 12 países diferentes - foi produzido no Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês), localizado nos Estados Unidos.
Segundo Alejandro Szanto Toledo, físico da USP e coautor do estudo, o artigo descreveu a primeira observação da formação de um anti-hipernúcleo.
De acordo com Toledo, uma colisão de íons pesados em alta energia, como a que foi produzida no RHIC, gera uma grande quantidade de partículas. Em tese, quando a energia é suficiente para atingir uma transição de fase, são geradas também as antipartículas.
"Essas antipartículas são submetidas à coalescência - um processo análogo à condensação - e algumas delas podem agregar, por exemplo, dois antinêutrons e um antipróton, formando um antitrítio - isto é, um núcleo de antimatéria correspondente ao do átomo de trítio - o isótopo do hidrogênio que possui dois nêutrons e um próton", disse Toledo.
Fora da Tabela Periódica
O experimento, segundo o professor, formou hádrons - partículas formadas por quarks, como os prótons e nêutrons - que possuem um chamado quark estranho, formando o chamado hipernúcleo. No modelo padrão da física de partículas, o quark estranho é aquele que possui o novo número quântico conhecido como "estranheza".
"Esse hipernúcleo formado, que é um antiestranho, é feito de antimatéria. Essa é a primeira vez em que se conseguiu uma evidência experimental de um anti-hipernúcleo. Ou seja, obtivemos um núcleo que está fora do espaço biparamétrico da tabela periódica. Trata-se, portanto, de antimatéria", explicou Toledo.
Segundo ele, já se havia obtido antiprótons e antielétrons - ou pósitrons. Mas é a primeira vez que se obtém um anti-hipernúcleo, que é algo bem mais complexo e mais raro. "Estamos felizes por termos um grupo [brasileiro] participando do trabalho, porque trata-se de fato de uma descoberta," destacou.
Outro tipo de matéria
Toledo explicou que a reação foi produzida nos mais altos níveis de energia atingidos pelo RHIC. Essa região de alta densidade de energia foi formada pela colisão de dois núcleos de ouro a 200 gigaelétron-volts (GeV).
"Como se trata de um anel de colisão, a energia no centro de massa é de 400 GeV: uma quantidade de energia suficientemente grande para derreter a matéria nuclear e provocar uma transição de fase. Com isso, conseguimos passar da matéria hadrônica para a matéria conhecida como quark-glúon plasma", explicou.
Esse novo estado da matéria nuclear originado da transição de fase, de acordo com Toledo, também foi observado pela primeira vez de forma conclusiva no HRIC. É esse estado que possibilitou a formação da coalescência, produzindo os anti-hipernúcleos.
"Para se ter uma ideia da eficiência do processo, basta dizer que, em 100 milhões de colisões, 70 foram observadas. Para reconhecer essas 70 colisões, foi preciso fazer um trabalho de identificação dessas partículas e de seus descendentes em um meio superpovoado com todas as partículas criadas pela colisão. Algo como encontrar uma agulha em um palheiro. O filtro necessário para detectar essas partículas teve que ser desenhado com extrema precisão", disse.
Descoberta antimatéria que irá criar nova tabela periódica
"Se estendermos a tabela, podemos encontrar também o número de antiprótons e de antinêutrons no mesmo plano. Com isso, poderíamos criar um terceiro eixo na tabela, que nunca foi observado e é perpendicular aos outros dois: o eixo da estranheza." [Imagem: Star]
Tabela Periódica de antimatéria
A partir desses resultados, segundo Toledo, um dos caminhos possíveis consiste em prosseguir com os experimentos até a construção de uma nova tabela periódica. A próxima meta planejada, de acordo com ele, é a criação de um anti-hélio: uma partícula alfa de antimatéria.
"Quanto mais complexo é o antinúcleo, menor a probabilidade de coalescência. O anti-trítio é composto de três partículas. Mas se quisermos um anti-hélio, vamos precisar de quatro partículas na mesma região do espaço: dois antiprótons e dois antinêutrons. Não será fácil, mas a Cooperação Star irá enveredar por essa direção", afirmou.
Eixo da estranheza
Outro caminho para as investigações, segundo Toledo, consiste em colocar à prova as leis fundamentais da física de partículas. "Por exemplo, sabemos que a tabela periódica até recentemente possuía dois eixos: o número de prótons e o número de nêutrons. Se estendermos a tabela, podemos encontrar também o número de antiprótons e de antinêutrons no mesmo plano. Com isso, poderíamos criar um terceiro eixo na tabela, que nunca foi observado e é perpendicular aos outros dois: o eixo da estranheza."
Nova Tabela Periódica
Para conhecer outros estudos que prometem criar novas tabelas periódicas, veja as matérias
Os coautores brasileiros do estudo sobre a antimatéria são, além Toledo, Alexandre Suaide e Marcelo Munhoz - professores do Departamento de Física Nuclear da USP -, Jun Takahashi, professor do Instituto de Física da Unicamp e seus orientandos de doutorado Rafael Derradi de Souza e Geraldo Vasconcelos.
Bibliografia:

Observation of an Antimatter Hypernucleus
The STAR Collaboration - B. I. Abelev et al.
Science
04 March
Vol.: Published online

Ao utilizar este artigo, cite a fonte usando este link: Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=descoberta-antimateria-nova-tabela-periodica&id=010160100305
by:Wander Machado